
Poesias, cronicas, romances, criticas, divulgação cultural em suma a vida por um pensamento ou será um pensamento por uma vida?!
27/02/2009
A LEALDADE

13/04/2008
UM PORTUGUÊS MODERNO
Victor Jerónimo
Nasci numa família monoparental ali prós lados da Laranjeira. Sou um produto dos tempos modernos sim senhor, não gostam?
Quando criança diziam que eu tinha um comportamento disfuncional hiperactivo, na escola era uma criança de desenvolvimento instável. Olhem que coisa boa já não me chamavam burro nem traquinas.
Lá em casa tinhamos duas auxiliares de apoio doméstico a quem eu fazia a vida negra e quando a mamã chegava a casa cansada dos colaboradores lá no centro de decisão nacional, ficava toda feliz da vida ao ouvir as queixas das auxiliares de apoio doméstico. Eu então pulava no sofá todo contente e dava gritos mais altos que o Tarzan em apoio à minha mãe, levando-me a que no dia seguinte o meu comportamento disfuncional hiperactivo fosse ainda mais hiperactivo.
Lá na Escola eu era o terror dos auxiliares da acção educativa, riscando paredes, partindo vidros e fazendo com que eles corressem atrás de mim para eu parar com estas traquinices de menino de desenvolvimento instável.Um dia fui com a mamã ao Porto de comboio, fomos na classe Conforto e apareceu por lá um delegado de informação médica a fazer olhinhos à mamã.
Quando chegamos ao Porto fiquei trancado no quarto a ver TV e a jogar "games" no "notebook" da mamã enquanto ela e o delegado de informação médica estudavam qual o melhor medicamento para uma possível interrupção voluntária da gravidez.
Fiquei todo lixado com essa estória de ficar ali encarcerado e quando voltamos a Lisboa fiz a vida negra à mamã para que ela não correspondesse aos olhinhos de um técnico de vendas.
Como eu sofria de iliteracia, na minha juventude implementei um grupo de jovens que desancavam à porrada outros grupos de jovens lá na Praça Publica.
Alguns anos mais e apaixonei-me por uma senhora muito fina que tinha a profissão de alterne e comecei a facturar em politicas fracturantes para gáudio da minha conta bancária.
Hoje a minha postura é pró-activa e mostrei a toda a gente que não sou um invisualzinho da vida. Quando alguém me chateia faço-me inauditivo.
Recife, 13.Abr.2008
_____
Nota: Baseado em um mail que circula na internet e cujo teor transcrevo aqui.
PORTUGUÊS MODERNO
A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos "afro-americanos", com vista a acabar com as raças por via gramaticalisto tem sido um fartote pegado!
- As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas domésticas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico" .
- De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos "passaram todos a "auxiliares da acção educativa".
- Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por "delegados de informação médica".
- E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".- O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez";
- Os gangs étnicos são "grupos de jovens"
- Os operários fizeram-se de repente "colaboradores";
- As fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas"e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
- O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante.
- Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
- A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra dapungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
- Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo"
- Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação" , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; taisestudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável".
- Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual=.(O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-separa as regras gramaticais...)
- As putas passaram a ser "senhoras de alterne".
- Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticasfracturantes" e outros barbarismos da linguagem.
- E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este "novo português"; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress.
Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma "politicamente correcta".
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal? Ministra !
28/02/2008
...não sei construir sonetos
Narcisos, não sei construir sonetos, imagino que existam pessoas que cresceram entre as métricas dos dois quartetos seguidos de dois tercetos, de modo geral contendo dez sílabas poéticas, entre as canções rítmicas dos ‘sonetos’ e seus contrapontos passo a passo pessoas se organizam: Vocábulo que deriva do latim "sonu", "suono" equivale a som no italiano.
Existem pessoas que dizem detestar olhar para um quadro abstrato e/ou surreal apontando para algo como de lá, absolutamente nada se pudesse se retirar... Quando sinto necessidade de uma certa manutenção de idéias procuro minhas próprias respostas com os sonetistas: É belo, observar a inclusão de uma metáfora dentro de um soneto não nas extremidades mas sim no centro de uma das frases.Procurando rimar internamente em determinadas situações, cada qual veste a cor da roupa lhe agrada em um determinado dia, da mesma forma que considero um “borrão” poderá existir sempre algo, solto e implícito no interior de uma tela. Há sempre algo livre entre pingos de tintas e nas palavras milimetricamente organizadas.
Existe uma ordem para tudo dentro da desordem e vice-versa.
Ninguém lida com a Arte a toa, ninguém tira uma foto de uma paisagem por mero acaso. Pessoas sensíveis se alimentam de Arte, buscando compensações nos momentos singulares de guerra e paz equilibrando-se nos muros da Arte.
Você pode escrever um soneto dentro de uma vontade inquebrantável desafiando a si mesmo: Encontrando uma forma de reforçar pensamentos que rodam em círculos ou demonstrar como se pode permanecer intacto dentro do caos.
Um soneto pode ser um reflexo do Amor:
Quem diz que Amor é falso ou enganoso
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Se males faz Amor em mim se vêem;
Mas todas suas iras são de Amor;
Até que ponto por aqui... não se tem: a reprodução ou representação de imagens do mundo visível? Da "arte não-representacional" ou "não-figurativa"... o amor é um elemento que gera "Distanciamento das aparências" em todos os aspectos.
O amor acolhe pessoas, quando um determinado número de aves no céu passam a se juntar no fim do dia e contar uma as outras sobre seus “causos”, a árvore-mãe hospeda todos os pássaros tendo que ter uma dose a mais de disposição construtiva, seus galhos funcionam com um poleiro (já pensou o que é segurar uma dança de pernas e garras entre os saltos de trampolins aqui e acolá?), tendo sobre si diversas espécies, naturalmente, todos têm direito de ensaiar, desafinar, desabar e/ou cantar maviosamente nos galhos de uma árvore. Algumas aves efetuam passagens-relâmpagos pela árvore, outras cansam de ficar por lá, outras discutem até se matar, outras observam os movimentos, enquanto outras se alimentam outras decolam, espalhando sementes, e outras que ficam por lá vão tecendo novos ninhos...
Penso que alguém que constrói um soneto de amor parte de um sentimento abstrato... quase palpável, navegando no imaginário procurando respostas no silêncio escova delicadamente palavras, procurando cheio de dedos atingir um alvo certo, passa pela “musicalização” dos sentimentos ao caçar-significações que se encaixem... isto é um dos dons de quem faz poesia, porém não basta escrever poesia, esta quando sentida algo Mágico chama atenção ao redor!
Lindas!?! São as letras que passam a ser musicadas e como é belo poder ouvir um sonetto* musicado!!!
Qualquer poesia sem sentimento verdadeiro funciona como uma carta falsa, como às vezes é mais fácil dizer um "te odeio", do que afirmar a meio mundo um: "eu te amo". Assim como nenhum filósofo não perde a oportunidade de (se) interrogar, pedreiros assentam tijolos, pintores pintam suas histórias, atores interpretam e confrontam partes de suas múltiplas facetas, alguns escritores se centram em heterônimos, cada qual instintivamente sabe como organizar sua fala.
Um profissional bem resolvido sente prazer em executar seu ofício que resulta na meta atingida, assim como os bons amantes da Arte reforçam todos aspectos avaliando os ruins, também se constroem a valorização de novas LINHAS DA VIDA. A Arte provoca um BUM! Mesmo não existindo um estado de neutralidade, tudo é sim ou não, o caminho central está nas expressões da interpretação dos cantos das metáforas.
A Arte pode jogar um sujeito para o estado de meditação que não deixa de ser um instante especial de “prece” de relig_ação com a Natureza, onde no meio das tempestades em pleno inferno, impulsiona alguém em minutos a sair do estado de dormência até alcançar um novo céu.
Portanto, posso pensar que neste instante não tenho o dom da arte de construir um soneto, mas isto não quer dizer que eu não traga mais de um soneto dentro de mim, às vezes quem me garante que não sou um soneto ambulante? Ou não necessite do apoio de algo semelhante, noutras horas?!? A partir do instante que olho um retrato de um dos reflexos de meu estado interior, não se confunde, meu eu lírico de trova_dor... caminha com todas as formas de sons e de versos. Aí, talvez esteja o uso da luz, nesta minha forma abstrata de desmembrar os contornos das linhas que caminham no espaço do tempo, entre cores ganhando nova expressividade demarcando o respeito perante as texturas em mais de um território (isto, faz parte do viver e do ser de um ser intertextual no mundo das Letras).
Ainda... não sei construir um sonetos, (os que tenho por aqui penso não estarem maduros para uma leitura), mas isto não me impede de querer e experimentar escrever ao menos um, cada qual pode admirar o faz e o que o outro faz, e se não o faz? Nem sempre existe a preguiça, ou uma crítica em torno de quem está se exprimindo, apenas a necessidade momentânea de se expressar.Às vezes, a vida de alguns pode se encontrar em um momento tão “metrificado”, que a saída encontrada é espalhar o aroma das rosas com espinhos e pétalas provocando alguma reação geral, o movimento de escuta e da indulgência para com o gosto dos outros se faz necessário em todas as horas, não é mesmo?
Se lhe dei mais uma rosa do meu jardim, construa os “seus sonetos”, com o sorriso d'alma dos brancos narcisos! Até que ponto a influência de objetos da realidade, não tentam representar a imagem de nada? Eis a resposta no meio deste mosaico surreal, porque os sinos de John Donne também dobram por você.
Nota do italiano sonetto* = soneto.
Rosangela_AlibertiSão Paulo, 19.II.06
PARÂMETROS LITERÁRIOS
PARÂMETROS LITERÁRIOS
Daniel Cristal
Chamar a atenção, não ofende; desenvolver teoria, não agride; sugerir não é insulto nenhum. Só será se o leitor, desejoso por polemizar, enfiar algum barrete pelo desleixo a que se vote, ou pela lassidão a que não reage. Porque pode retorquir na forma da polémica pacífica, mas sempre numa réplica que o dignifique aos olhos dos leitores em geral. Pois, mandar palpites, só o deve fazer nos jogos da sorte e do azar; do azar, sobretudo. Com muitas probabilidades de perder este jogo que emparceiramos, este que exige precisões de conceitos teóricos apurados, fundamentações, silogismos, estrutura crítica. Pode refutar, naturalmente, não esquecendo que, dos dados mal interpretados e mal desenvolvidos, serão espelhados na sua figura, e reverterão a seu crédito ou a seu débito, como se fossem estas as contas concretas, numa abstracção estética, que deve saldar no juízo literário final. É, por tudo isto, que vou espraiando a teoria que me serve de base, não tendo visto, até agora, algo de positivo ou verdadeiramente convincente, infelizmente para mim que sou ávido de mais avanços, com os quais eu pudesse aproveitar para melhorar o raciocínio fundamentado em parâmetros que vou (a)firmando. E, é, destarte, que volto à estesia poética:
Para conter excessos, é preciso criar um molde ou um recipiente para que o conteúdo seja cont(en)ido com Beleza. É nessa forma estruturada que também se faz a Arte. Sem forma o que pode ser moldado, fica disforme, e a deformidade é contrária à Beleza. Os melhores poetas, e os estetas que os comentam, dizem, sempre que podem e querem isso mesmo, e os aprendizes têm muita dificuldades em entender esta constatação. Mas, é preciso que interiorizem o alcance do que esta asserção pretende abarcar. Os amestrados no ofício, sabem muito bem do que falo. É esse o primeiro passo para que a obra de Arte seja entendida na sua verdadeira dimensão. Tudo o que sai deste parâmetro, é desmedido, desregulado e enfatuado; cria, efectivamente, enfatuamento, ou, em poucas palavras: aparece distorcido, isto é, deficiente. A verdadeira genialidade está em criar regras próprias que possam ser notadas e exemplares em novas escolas a criar, pautando-se estas por um mundo novo que gera novas consciências, e, mesmo, imperceptivelmente, procuram mudar comportamentos, ideologias, filosofias; a alteração dos psico-arquétipos está ao alcance do artista genial, e creio ser este o maior desafio que se lhe depara, e até ter extinguido esta possibilidade, na concretização constante e porfiada dos objectivos que traçou para o seu percurso na Literatura. Alcançando-a, alcança o topo da sua mestria.
Um precursor não é mais do que o que venho a afirmar há bastante tempo numa labuta permanente, porventura mal escutada; mas, continua e ainda não atingiu a meta final.
2007.Portugal
_______
«A grandeza da alma não é evidente aos olhos de toda a gente. Essa grandeza é mais ou menos pequena, diante dos que possuem uma alma em grau mais ou menos reduzido.Quando alguém se manifesta em frente do que é superior e belo, espelha no comentário a sua própria alma; pela positiva se incorporar uma alma desenvolvida, ou pela negativa, se a tiver num plano subdesenvolvido. Com efeito, a grandeza da alma é sempre apreciada em conformidade com a dimensão anímica de cada um.»
Daniel Cristal
25/02/2008
O DIREITO À PRIVACIDADE
Victor Jerónimo
Uma das grandes máximas dos governos ditadores é tirar o direito à privacidade ao cidadão comum. Com isso o cidadão perde até o direito de pensar e se acaso ele pensa indivíduos especialmente treinados encarregam-se de lhe dar verdadeiros choques psicológicos ou medicamentosos para que a loucura se aposse do cidadão e assim in extremis este perca o direito a pensar este se transforme num louco ou num vegetal.
Nas democracias actuais passa-se quase o mesmo mas de forma mais subtil e democrata, tudo em nome da segurança nacional
Mas o que me trás aqui é o direito inaliável que estes governos me dão à privacidade interpares, isto é entre cidadãos como eu.
No dia-a-dia mesmo que não queira ouvir, ouço as "fofoquinhas" da vizinha do lado, dos passageiros nos autocarros e das próprias criadas que são pagas pelos patrões para estas o servirem mas que estas se encarregam de levar para fora tudo o que se passa na casa do patrão.
É triste que assim seja pois que o cidadão comum ao agir assim está a abrir o procedente para que outro vá falar dele e lhe viole a privacidade.
Os próprios mídias procuram cada dia mais noticias sensacionalistas para divulgar nos escaparates dos jornais e o cidadão habituado que está a isto vai agindo da mesma maneira na sua vivencia diária.
Já não bastava este disse que não disse na vida real para assistirmos aqui na net ao mesmo causo. Se eu escrevo para alguém é natural que o que eu lhe confio seja mantido em âmbito privado, não tendo essa mesma pessoa que repassar a outra o que lhe escrevi.
Faz parte da educação e do estar bem para com os seus semelhantes.
Mas hoje em dia tudo isso terminou, já não há mais privacidade e mesmo as leis que nos protegem não têm capacidade de actuação para resolver estes conflitos
E os delatores (no meu tempo de juventude chamavam-se "bufos") sabendo disto continuam a actuar impunes e a divulgar o que é de âmbito privado de cada um.
A net transformou-se no maior vespeiro das maldades da humanidade, disso não tenhamos duvidas.
É claro que há ainda alguns que prezam a privacidade e são os chamados “amigos” em quem ainda se pode confiar e desabafar, mas estes são pouquíssimos, uma jóia rara no meio da imundice.
O que eu lamento mesmo aqui é que os poetas e escritores que têm o dom da pena e da palavra embarquem nestes chorrilhos próprios de seres ignóbeis e sem qualidade sentimental.
É muito triste ver estes (poetas) alguns com grandes responsabilidades no meio literário, embarcarem nesta nau de imundice e colaborarem na divulgação do que se quer privado.
Todos temos defeitos, nem um sequer os não tem mas o poeta devido à sua sensibilidade deveria saber separar o trigo do joio e actuar em plano elevado de espírito e postura perante os outros.
Afinal o mundo tem os olhos postos neles e por isso estes deveriam ser motivo de exemplo para com o mais comum dos mortais.
É muito triste e cada vez mais preocupante que assim não seja pois estas atitudes nos levam cada vez mais a fecharmo-nos em casulos e a nem nos nossos botões confiarmos.
Não adianta pedir aqui que tentemos mudar estes estados até porque a falta de privacidade vem desde que o homem adquiriu o poder de pensar, cabe isso sim a cada um de nós termos muito, mas mesmo muito cuidado de saber o que falamos (escrevemos) e para quem o fazemos.
A net deveria ser um polo de evolução da humanidade, infelizmente, por vezes, não o é e todos contribuímos para que assim não seja.
O poeta que tem o dom da escrita e tem o poder de expressar em palavras os sentimentos e todo o mal que nos assola, prefere entrar na delação e tornar publico o que o seu semelhante lhe confidenciou em privado e muitas vezes usando palavras mínimas que depois são aproveitadas pelos grandes delatores para as transformarem à sua maneira.
Haja juízo senhores e senhoras.
É triste, muito triste e lamentável
Recife, 25.Fev.2008
15/01/2008
EXAME DE 2007
Artigo de Daniel Cristal
Tudo o que previra realizar-se pela positiva em 2007, foi neste a concretização dessa previsão trabalhada: a notoriedade de uma obra feita paulatinamente, preserverante todavia, e teimosa na divulgação por este meio cibernáutico. Excedeu contudo as expectativas, ela colocou-me, como por artes mágicas, para culminar o trajecto, em todas as brochuras publicitárias do Teatro Trindade, nas suas vitrinas interiores e exteriores, nos placares das colunas dentro e fora, especialmente no seu frontispício virado para a Praça da Trindade desta Lisboa, emparceirado à observação geral por Baudelaire, Neruda, Pessoa e Florbela (*). Os intelectuais e universitários da cidade, especialmente aqueles que não perdem espectáculos culturais teatrais e outros tiveram ocasião de aproveitar para ouvir boa poesia com um bom «diseur». A Net também noticiou largamente este evento... Que felizardo me aconteceu ter sido durante no ano de 2007, nomeadamente de acordo com o que previra no final de 2006! Quem me lê conhece de certeza esse texto do final desse ano. Houve websites que continuaram a realçar a minha produção, porque bem vistas todas as coisas, são eles que excedem especialmente a sua grandeza, e vale a pena mencionar neste momento: Dor e Amor, Rogério Simões, Ecos da Poesia, Victor Jerónimo, Ver O Poema, o Liberal, Grace Spiller, Manuel Virgílio, AVSPE, Efigênia Coutinho, Mensageiros do Amor, Paulo Nunes, Sonetos.com, Bernardo Trancoso, e perdoem se me esqueci de mais algum. Claro que não menciono aqueles que desde o ano 2002, abriram as suas páginas para me acolher com orgulho e satisfação. Ainda que não os recorde pelos nomes aqui e agora, por não terem estado muito presentes em 2007, e porque seria uma lista longa de centenas de títulos, recordo-os, no entanto, de vez em quando, numa lista que tem como título Actualizações de Referências, e é enviada a centenas de listados nos meus grupos pessoais, e a outras entidades deste espaço virtual, organismos esses com uma enorme potência divulgadora mundial nas Literatura e Arte. Isto apenas quer dizer o que já disse Victor Jerónimo, e neste momento recordar com muita gratidão e honra: num lustro a Net proporcionou-me na forma modelar e revolucionária de ciber-escrita, a melhor, a mais convincente e grande viagem exemplar, transposta do mundo Virtual para o Real. Estou feliz por isso, ainda que esteja dependente de uma saúde fragilizada... por preocupações com o desgaste que o tempo vai cometendo sobretudo nas artérias do meu corpo. Não há dúvida que falta imprimir em papel a vasta obra já escrita, boa parte dela digitada. Este é o obstáculo que tenho de enfrentar e resolver em 2008. Porém, só acredito nele com uma boa base de apoio. E essa base encontra-se num mundo a conquistar: este, formado pelos apoios de pares, programação de saraus, encontros de poetas e um bom distribuidor de livros pelas bancas e livrarias.
Para além dos obséquios proporcionados em 2007 pela AVSPE, Ecos da Poesia, Rogério Simões, Liberal de Cabo Verde, Mensageiros do Amor, Manoel Vergílio, Sonetos.com, Ver O Poema, Paralerepensar, Grace Spiller, Blocos On Line, e que tenho de agradecer muito reconhecido, devo agradecer muitíssimo, e insisto neste reconhecimento, também e especialmente a Victor Jerónimo, ao realçar a inteligente e perscrutante notícia no seu Blogue, aquando do evento VINHO VADIO, um marco decisivo. O programa estava á vista de todos os peões da Praça da Trindade e junto ao café «A Brasileira» no Chiado onde Fernando Pessoa está sentado num corpo de metal escurecido. Vejam a foto:(*)


DA INTERNET PARA O TEATRO TRINDADE EM APENAS UM LUSTROA GRANDE VIAGEM DE DANIEL CRISTAL
18/12/2007
NATAL 2007
Victor Jerónimo
Muitos homens e mulheres têm passado pela minha vida. Com algumas centenas convivi dezenas de anos e bem poucos restaram no final.Os que restaram guardo-os no lado esquerdo do peito e cada um ocupa o seu lugar o carinho e a amizade que tenho para com eles.Os outros seguiram para outros lugares porque a vida não se compadece nem tem dó. É como os Natais, alguns ficaram bem aqui do lado esquerdo, principalmente aqueles em que a idade da razão ainda não havia chegado para compreender a vida, os outros, alguns, passaram-se foram-se no esquecimento.Esquecimento? Bem, se me lembro deles não ficaram tão esquecidos assim e isto porque a Lei da Polaridade nos ensina "Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados "Porque tudo na vida é duplo tudo é igual apenas mudando a perspectiva com que encaramos o que nos rodeia.Os Natais e porque estamos nesta quadra, sempre serão iguais na comemoração do nascimento de um Deus-Menino e os comercias, sempre se preocuparão em usufruir o dinheiro que está nas algibeiras de cada um de nós e os pobres continuarão pobres, os mais afortunados talvez tenham uma sopa quente dada por alguma mão caridosa ou alguma instituição, os doentes continuarão nas suas camas de dor e alguns poderão ter a sorte de algum familiar ir dar-lhes um carinho com amor ou outros com menos amor apenas cumprindo o seu calvário, as guerras continuarão e homens, mulheres e crianças tombarão neste dia para sempre e cada vez sabendo menos pelo que morrem, os assassinos e ladrões continuarão assim como toda a corja que habita este mundo que lhes foi ofertado por um Ser Maior, mas que o homem tem destruído sistematicamente por ganância.Não pensem que escapam ao Juízo Final ou ao fim dos tempos, "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei" Lei de Causa e Efeito,Cada um é responsável pelos seus actos e o que fizermos um pouco receberemos em dobro.É Natal no mundo cristão, para o resto do mundo o dia seguirá o seu curso sem manifestações natalícias e onde a heroicidade de cada um continuará a ser o seu viver.Que os meus amigos guardados do lado esquerdo do peito tenham um bom Natal e todos os outros o tenham por igual.Pelo menos que a recordação do verdadeiro Natal habite os seus corações."O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"
17.Dez.2007
27/11/2007
A CULPA FOI DOS JESUÍTAS
(sobre o primeiro de Dezembro de 1640)
Victor Jerónimo(*)
A perda da independência de Portugal em 1580 para os Espanhóis, obedeceu a uma série de factores onde estiveram inseridos a arrogância, má governação, igreja através dos Jesuítas e também a má sorte ou azar do Rei D. João III.
Com efeito El-Rei D. Sebastião nasceu como “O Desejado” em 20 de Janeiro de 1554.
Quando nasceu D. Sebastião neto de D. João III, a sucessão estava em perigo devido ao casamento da infanta D. Maria de Portugal com o príncipe D. Filipe de Castela pois as escrituras do casamento continham uma clausula que atribuía aos filhos deste matrimónio a herança da coroa portuguesa se a esta faltassem herdeiros.
Os 10 filhos de D.João III morreram ainda o rei estava vivo e só um deles o Principe D. João que nasceu a 03 de Junho de 1537, chegou à adolescência.
Seu pai para garantir a descendência, casou-o aos 15 anos com D. Joana, filha de Carlos V de Espanha, mas infelizmente também este faleceu em 02 de Janeiro de 1554, deixando a sua esposa gravida.
Se acreditarmos em destino, veremos que Portugal tinha o seu traçado, desde há muito, pois o falecimento dos filhos do Rei D. João III assim como dos seus irmãos não augurava nada de bom para o país e havia que criar-se uma descendência com urgência. D. Sebastião com três anos e meio foi aclamado Rei de Portugal e quando chegou à adolescência, deveria ter assegurado esta e não ter-se metido em aventuras, esta deveria ter sido a sua maior procupação.
O Império Português com dois séculos e meio estava em grave perigo e a pouca sorte do Rei D. João III agravou grandemente esta situação.
D. Sebastião Rei de Portugal tinha uma saúde precária mas uma grande paixão: a guerra.
O bom D. Aleixo de Menezes e os defeitos de Luís Gonçalves da Câmara, foram duas grandes influências na vida de D. Sebastião. D. Aleixo com os seus bons conselhos tentava que este não aceitasse os aduladores e aquando da sua morte em em 1569, deixou-lhe recomendações que ele nunca cumpriu. Aconselhava-lo entre várias coisas a que não se entregasse nas mãos dos fidalgos moços, mas passados alguns anos foi isso que fez.
Luís Gonçalves da Câmara, era um caçador semi-selvagem que desprezava o amor e o perigo.
Foi este que o impediu de deixar um herdeiro à coroa e de se salvar na derrota de Alcácer-Quibir, quando isso ainda era bem fácil.
D. Sebastião foi também um escravo dos jesuítas, que tudo fizeram para que este desenvolvesse o fervor religioso, e tudo faziam para que se afastasse das mulheres, pois a influência destas, esposa ou amante, iria destruir para sempre a influência do confessor.
Temos assim um rei efemeninado que fugia das mulheres e que para compensar dedicou-se à guerra.
Foi dessa amizade e união que fez com jovens temerários do seu tempo e a arrogância de não ouvir os conselhos que recebia que levou o país à catastrofe.
Com efeito este rei que nunca percorreu o país visitando os seus subditos e nunca convocou cortes só tinha como desejos a conquista do Norte de África aos Mouros.
Desbaratou e arruinou os cofres do reino com a contratação de mercenários para formar o exercito, pediu ajuda a Espanha e com estes aventureiros e miseráveis partiu para a guerra em Junho de 1578.
A organização de um exercito sem treino e sem objectivo patriótico foi o prenúncio do caos que levaria à estrondosa derrota de Portugal em Alcácer-Quibir.
Um exercito cansado, esfomeado e sem um rei capaz de o dirigir sofre uma estrondosa derrota em 3 e 4 de Agosto, levando à morte, o Rei.
A insensatez e a arrogância destruíram para sempre Portugal e este nunca mais conseguiu ter a estabilidade económica que viveu anteriormente.
O tentar conquistar o Norte de África aos Mouros levou a que Portugal mergulhasse “para sempre” no abismo.
A destruição de todo o exército em Alcacér Quibir, e a morte de D.Sebastião que não tinha herdeiros levou a que Portugal, dois anos depois entregasse o trono a Espanha.
Em 1580, D.Filipe II Rei de Espanha e neto do Rei D. Manuel I apodera-se da corte portuguesa e em 1581 é aclamado Rei de Portugal nas cortes de Tomar.
António Prior do Crato, neto (ilegítimo?) do Rei D.Manuel I ainda tentou a salvação tendo sido nomeado Rei pelo povo em 1580 no Castelo de Santarém, mas só governou 20 dias.
Na batalha de Alcântara frente ao Duque de Alba, sofreu grande derrota tendo então transferido o governo para a Ilha Terceira, Açores até 1583 onde acabou por ser derrotado, sobretudo pelo apoio da nobreza tradicional e da burguesia de apoio a Filipe.
D. António Prior do Crato foi o derradeiro príncipe da Casa de Avis e a História de Portugal comete uma grande injustiça por não o considerar como o décimo oitavo rei de Portugal com o titulo de El-Rei D. António I.
Realmente sempre houve nobres e senhores em Portugal prontos a entregar a soberania em troca de umas moedas e umas “territas”.
Como acontece ainda hoje a troco de uns Euritos, pensam que a salvação está em Espanha.
Ou outros como o nosso premio Nobel da Literatura, por exemplo, mas isto será matéria para outro artigo.
A dinastia dos Filipes, governou Portugal, durante sessenta anos e se considerarmos que houve realmente uma união Ibérica esta formou o maior Império que alguma vez existiu pois juntou territórios de quase todos os cantos do mundo, a saber:
América Central,América do Sul, Estados Unidos da América (87% do território), Arizona, México, África (menos o Egito, Sudão), Índia (Baçaim, Calcutá, Calecute, Cannannore, Cochim, Colombo, Chinsura, Damão, Dio, Hughli, Galle, Goa, Jaffna, Maldivas, Masulipatam, Matar, Nagapatam, Ormuz, Pulicat, Serampore, Tranquebar, Tricomale, Filipinas, Ilhas Carolinas, Ilhas Marianas, Ilhas Marshall, Irão, (Bandar Abbas), Omã (Mazcate e Zanzibar), China (Macau), Indonésia (Bante, Flores, Java, Macassar, Molucas e Timor), Kiribati, Malásia, Palau, Singapura, Espanha, Itália, (região sul), Portugal, Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, Bélgica, Países Baixos , Luxemburgo, República Checa, Eslovênia, França, (região leste), Itália, (região norte), Polónia (região oeste), Nova Guiné, num total de Área dos Territórios de 52.266.452 km2. (fonte Wikipédia)
Mas a perda da independencia portuguesa era um facto e o sonho de uma união Ibérica não poderia continuar.
Até porque os Filipes não tinham capacidade para governar um Império tão vasto.
O Rei Filipe II de Espanha comprometeu-se a respeitar os acordos portugueses as suas tradições e a seguir a Carta Manuelina, mas já o Rei Filipe IV desrespeitou todos esses acordos.
Afinal o que se pode esperar de um povo que é dominado pelo seu inimigo, onde durante tantos anos muito sangue foi derramado para manter a soberania portuguesa?
Filipe IV desrespeitou os privilégios da nobreza nacional agravando-os.
O que esperavam? Não foram eles que anos antes tinham apoiado como seu salvador o jugo espanhol? Ah nobre povo português que tanto tens sofrido por mercê dos senhores que te têm governado.
Com Filipe IV os impostos aumentaram e a população empobreceu; os burgueses ficaram afectados nos seus interesses comerciais e a nobreza ficou preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos e o mais grave de tudo o Império Português começou a ser ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência dos governadores filipinos.
Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina 1637), no Oriente (Ormuz em 1622 e o Japão em 1639) e principalmente no Brasil (Salvador, Bahia em 1624; Recife, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630). (¹)
O descontentamento e o perigo de Portugal perder para sempre os seus territórios fez crescer o sentimento de revolta de alguns nobres portugueses, sobretudo pela Casa de Bragança.
Foi também determinante no processo da revolta a intenção do Conde-Duque de Olivares em 1640 tentar usar tropas portuguesas nas zonas catalãs.
Assim em 01 de Dezembro de 1640, em um sabado, tal como hoje, (2007) quarenta conjurados, donde se destacaram os fidalgos D. Antão de Almada, D. Miguel de Almeida e o Dr. João Pinto Ribeiro, foram ao Terreiro do Paço, Lisboa, mataram o secretário de Estado Miguel de Vasconcelos e aprisionaram a duquesa de Mântua, que governava Portugal em nome de seu primo, Filipe IV.
Era a Restauração, iniciando-se a quarta dinastia com El-Rei D. João IV.
Mas muitos dos rendimentos dos portugueses como os da Índia estavam perdidos para sempre e nunca mais Portugal voltou a ter as glorias da Dinastia de Avis.
Que o dia que hoje se comemora (01 de Dezembro de 2007) seja de reflexão para todo o povo português e seus governantes e que a lição da história vivida pelos nossos antepassados não se repita com os chamados Iberistas que vêm em Espanha a salvação, quando se deviam preocupar em fazer de Portugal um país de respeito, entre as grandes nações.
Nada é impossivel, tudo é possivel, basta haver o querer e a união do nosso nobre povo e dos seus governantes.
Oxalá que D. Sebastião nunca regresse e ainda por cima numa manhã de nevoeiro (crença do povo na época e que se mantám até hoje, para designar certos sebastianismos que continuam a grassar no bom Portugal)
"Morro, mas morro com a Pátria", assim o afirmou Luiz Vaz de Camões, pouco antes do seu falecimento em 10 de Junho de 1580.
Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Luiz de Camões
(¹) Foi o Rei D. João III que se preocupou com o domínio do Brasil e o dividiu em capitanias-donatárias, as conhecidas capitanias hereditárias, estabelecendo um governo central em 1548.
D. João III “Foi o verdadeiro criador do Brasil, que rapidamente se tornou o elemento fundamental do império português, assim o sendo até o início do século XIX” (Paulo Drumond Braga, op. cit, pg 145).
(*) Victor Jerónimo é português e vive no Recife – Brasil.
Este artigo foi escrito baseado em factos históricos e em conhecimentos que o autor tem sobre a História de Portugal.
11/11/2007
DA INTERNET PARA O TEATRO TRINDADE EM APENAS UM LUSTRO - A GRANDE VIAGEM DE DANIEL CRISTAL
colectivos, outros jornalísticos.
Vice-Presidente da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores (AVSPE)
01/11/2007
DISSERTANDO
Desde que foi descoberto um meio de o ser humano se comunicar à distância, este tem ampliado os seus conhecimentos de forma fantástica. Primeiro o telefone, depois os rádios amadores, lembram-se(?) e agora a internet.
desenvolvermos esse bem de forma carinhosa e amiga. Basta que o caldo mágico esteja na medida certa e que esse bem da procura amiga esteja equitativo para os dois lados.
bem concretos no quotidiano internáutico.
21/10/2007
PORQUE RAZÃO?
Não sei, realmente não sei. Não sei que razão te assiste para assim comigo falares. Será que a tua razão permite a má educação? Ou será que a tua força da razão é diferente de tudo o que engloba os valores morais do mundo que nos rodeia? Realmente não sei porque razão te consideras o dono do mundo, o dono das pessoas, será que tu és dono do teu dono e a razão mais uma vez te assiste com paradigmas efusivos e balanceados em torpes designios? Porque a razão é tua e não minha ou do nosso semelhante?
Porque razão te crês um ser superior e com a razão absoluta?
Recife 18.Out.2007
30/09/2007
O AMOR?
O amor? Ai o amor! Coitado do amor!
Recife, 30.Set.2007
25/09/2007
O DIREITO À LIVRE EXPRESSÃO
Victor Jerónimo
Quem tem o poder de decisão ou comando peca muitas vezes por uso ditatorial não respeitando o livre arbítrio de cada um e a liberdade de ideias ou dogmas.
usamos nós mesmos esse poder, se o tivermos, para calar uma determinada pessoa.
deveriam na maioria das vezes e se por grande ofensa serem levadas a Tribunal.
25.Set.2007
12/09/2007
VIDAS
(Cadernos Impolutos)
Victor Jerónimo
Formando o caracter nas horas mortas constrangidas do tempo, aquele imberbe garoto pulsante de vida corria através das vielas nuas e escusas procurando alimento para os seus.
A vida nunca lhe sorriu e o pouco tempo nesta vida já lhe havia ensinado que o mundo era cruel e fantamasgórico de caracteres e solidariedades.
O nascer naquele casebre imundo e onde os ratos eram a sua companhia, moldou-lhe a preparação para a vida a que dificilmente iria construir na perfeição da honradez.
Os seus brinquedos eram latas ferrujentas que o transportavam em sonhos próprios de criança e o levavam a mundos imaginários ora de dor ora de esperança, ora negro, ora azul punjente de um céu caiado de matizes.
A fome negra que muitas vezes lhe corroia as entranhas ía-o preparando para a vida dura e carregada de dissabores, mas ao mesmo tempo inculcava-lhe outros valores desconhecidos.
Aceitava tudo com um dom e maestria coisa ausente no mundo que o rodeava e os seus pensamentos vagueavam muitas vezes para flutuações de belos sonhos que o ajudavam a suportar a miséria em que vivia.
Tinha um sorriso enigmático mesmo nas piores situações o que era motivo de admiração na sua família e amigos que o chamavam "cabeça no ar" na falta de outras explicações para este seu estado de alma.
Prazenteiro ele evoluía muitas vezes para estados de alma próximos da plenitude e desejos especiais em encontros sublimes de espírito, num amor transcendente e evolutivo na escala espiritual.
Nestes estados a fome era a sua companheira e a solidão, a prazenteria da sua pequena vida.
Todo o mundo ao seu redor era inexistente e o recolhimento em si mesmo levava-o a estados próximos do extase.
Grande de espírito, não dava valor às carnes e o seu aspecto franzino era tema de dó mesmo entre os miseráveis que o rodeavam.
Porém seus olhos brilhavam, com aquele brilho especial, próprio das almas que vivem em paz consigo mesmas e encantava aos que não entendiam esse brilho.
Ficavam fascinados por eles e por isso muitas vezes nem reparavam a miséria carnal que grassava naquele corpo miserável abandonado e esquecido.
Quando corria nas vielas, roubando aqui e ali a alimentação necessária para o seu corpo franzino e para os seus, o espírito desprendia-se dele entregando-o aos males do mundo e fazendo-o olhar então a realidade que o cercava, tornando-o então e aos poucos violento na procura de bens essenciais à sua sobrevivência carnal.
Nestes estágios da vida o menino franzino tornava-se em menino louco e de forças sobrenaturais que derrubavam tudo o que se interpusesse entre ele e a procura da sua sobrevivência.
A falta de apoio moral e os ensinamentos dos que o rodeavam contribuíam para que neste estagio a sua sobrevivência aflorasse e o levava a cometimentos inglórios e crueis no mundo cruel do despotismo e da luta pela vida.
No roubo não se importava em tirar a vida alheia e tudo levava de rompante, como tudo fosse só seu e a propriedade alheia lhe pertencesse em pleno direito.
Porém quando se recolhia ao seu mundo a graça espiritual voltava e os seus olhos voltavam a brilhar nas contemplações.
É assim que hoje esse menino já homem vive actualmente num cubículo de quatro metros quadrados, na contemplação espiritual que o ajuda a esquecer os crimes horrendos que sua carne cometeu no mundo dos homens.
E assim ficará por toda a sua vida levando a que os outros seres que o rodeiam tenham por si um respeito ou medo próprios daqueles que sabem que sua liberdade terminou e agora há que espiar os pecados cometidos em liberdade.
Recife, 23.Ago.2007
SOMOS SOBREVIVENTES
Victor Jerónimo
Quando tento olhar para o passado e procuro o sentir do viver a vida dos meus antepassados, quando leio a História e vejo tantos horrores, tantas desgraças, tantos ódios tantas maldades, eu sinto-me um sobrevivente.
Tentar imaginar a vida dos nossos antepassados a partir dos nossos tetravós e recuando cada e cada vez mais no tempo fico a pensar como teriam sido as suas vidas.
Para eu estar aqui neste momento a escrever e a tentar idealizar o que foi, como terá sido?
Eu sinto-me tão pequeno, tão humilde, mas ao mesmo tempo sinto-me um vitorioso, que herdou o sangue, as células, a hereditariedade dos vencedores.
Todos eles foram vencedores sem excepção e todos nós que estamos aqui hoje, somos a herança, somos os sobreviventes.
Basta lermos artigos que nos contam como foi na antiguidade e se quisermos aprofundar, embrenhemo-nos na história, na arqueologia e em todas as matérias que nos levam cada vez mais além.
É cada vez mais notório como as pessoas tentam saber de onde vieram, quem foi a sua ascendência, mas isso só nos leva até uma determinada escala da evolução.
Tentemos recuar mais e mais e ficamos quase em letargia, ao tentar imaginar as cenas que se desenvolviam no quotidiano dos nossos antepassados.
E imagino que todos eles terão morto o seu semelhante para poderem sobreviver ou quem sabe outras causas.
Foi a esperteza, a vilania, a valentia que nos trouxe aqui.
Somos herdeiros de todos os males que assolaram a humanidade ao longo da sua vida.
Mortes, assassinatos, doenças uma luta constante na procura do sobreviver.
Quantos filhos morreram e quantos pais pereceram para que chegassemos aqui.
Temos uma pesada herança que devemos preservar, que nos foi legada por eles e é no conhecimento de causa e no sabermos que devemos partir à procura do bem.
Nada está perdido e tudo está achado.
Tudo? Nem tudo, Creio que muito há ainda a ser descoberto.
Transportamos dentro de nós e em hereditariedade as doenças, a maldade, mas também a bondade, a experiência, tudo pronto a despontar assim estejam formadas as ocasiões para que despolete essa luz.
Somos por isso e actualmente responsáveis pelo que fizermos e pelo que desejamos transmitir às gerações futuras, não só a nível físico mas sobretudo no espiritual, pois tudo fica gravado em nós e somos nós a transmitir aos nossos filhos.
Recife, 16.Jul.2007
07/07/2007
Semana Mundial do Meio Ambiente (2007) e NO RESCALDO DA SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (2007)
Victor Jerónimo(*)
Vice-Presidente da AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores.Esta crónica foi escrita especialmente para o Evento da Semana do Meio Ambiente realizada pela AVSPE. (http://www.avspe.eti.br/eventos/ambiente/semanadomeioambiente.exe )
Publicado no Jornal Mundo Lusíada
***
NO RESCALDO DA SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (2007)
Publicado no Jornal Mundo Lusíada http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_artigo_235.htm
NASCI TÃO LONGE
Victor Jerónimo
Letras sem nexo e num amplexo
HIPOCRISIA?
A MALDADE OU O PRINCIPIO DO FIM?
Mensagem de Natal 2006
Victor Jerónimo
Este ano de 2006 irá ficar marcado como o apogeu da maldade ou o principio do fim?.Não o fim do mundo-globo, mas o fim do mundo que conhecemos e se transformou no apogeu da maldicência humana traduzida em palavras ou gestos.